segunda-feira, 12 de junho de 2017

Shibumi: um foco monacal

                                             
                                              “Viva isolado e estude shibumi.” – p. 113.

Acredito que este isolamento, de que a citação fala, não seja efetivamente buscar morar num eremitério (ainda que não haja um descarte dessa ideia). Antes, penso que seja evitar companhias que, por suas atitudes, personalidade e visões de mundo, possam atrapalhar o desenvolvimento pessoal do "estudante" de Shibumi.
Este isolamento deve prover as condições necessárias para uma real focalização no objetivo, que é o aprimoramento e evolução pessoal em determinada área. 

A orientação é para viver isolado e estudar Shibumi; o propósito maior da vida deve ser atingir o estado de Shibumi através do estudo nos planos teórico, prático e reflexivo. Nisso acho que haja semelhanças com aqueles que decidem ingressar num monastério: a busca do autodesenvolvimento espiritual, purificação e entrega. Rituais pessoais deverão ser gerados. Há que se tornar algo monge neste mister. 


Referência bibliográfica:

TREVANIAN, Shibumi; Trad. Wilma Freitas Ronald de Carvalho. São Paulo: Círculo do Livro S.A, 1979.

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