segunda-feira, 1 de junho de 2020

Se for apenas por nós, há sempre algo.

Morrerei hoje, amanhã ou depois. Gosto na vida de poder fazer, criar, elaborar, concretizar, dar forma, mesmo que seja incompletamente. Parece ruim deixar de iniciar, completar ou dar continuidade. Que ironia! Não ser preso pelo material, mas o ser pelo fazer. 
Que tristeza! Liberta-me, ó Deus!! 

2 comentários:

  1. Alguém já disse algo que "o que importa é a jornada". Já li sobre pessoas que sentiram um grande vazio mesmo depois de terem concluído um grande projeto, como se alegria maior fosse o processo que a conclusão. Parece ser a "prisão" de que você fala.

    ResponderExcluir
  2. Na verdade, eu me referia ao apego à capacidade de agir que temos, ao aqui, à vida terrena; o que não deve ser cultivado, pois leva ao orgulho e outras fraquezas prisões (ainda que seja dificílimo!). Devemos ter planos e metas e objetivos para continuar vivendo, mas até isso nos prende!
    Agradeço o teu comentário! Sim, parece-me bom ter prazer no processo. Dor por todo o caminho não é producente; ninguém suporta. É esse vazio que leva a outro projeto. Busca, trabalho, até morrer. Parece que deixo minhas postagens ambíguas; não sei se é algo tão mau. Talvez. Não sei, só escrevo. Interpretanalise.

    ResponderExcluir

Postagem em destaque

Não sei se estou me repetindo

 A morte torna (quase) tudo aqui banal. Ah, que vanidade somos!

Postagens mais visitadas

Visualizações de página